Mobidisc®
PRÓTESE DO DISCO LOMBAR


TÉCNICA CIRÚRGICA

Índice

Fases 1 a 3

Fases 4 a 9

Fases 10 a 15


 

PONTOS E COMENTÁRIOS IMPORTANTES

● Durante o planejamento pré-operatório, solicite ao radiologista que realize uma varredura para medir a placa vertebral inferior do espaço onde a prótese será encaixada. Assim, o tamanho da prótese a ser usada pode ser planejado com antecedência. Em seguida, a dimensão ântero-posterior da placa vertebral será configurada durante o procedimento cirúrgico por meio da medição direta com um “Medidor de profundidade”.

● Durante a medição da profundidade, não considere os osteófitos anteriores. Se houver algum osteófito, recomenda-se raspá-los no início do procedimento cirúrgico.

● Não é necessário remover todo o tecido anular lateralmente; remover apenas o espaço correspondente ao local da prótese já é suficiente. A manutenção das camadas anulares laterais aumenta o controle pós-operatório da rotação.
● No plano transversal, a centralização é orientada pelo “Parafuso de referência”, que é posicionado e controlado por supervisão radiográfica no início do procedimento cirúrgico.

● Ao encaixar o “Guia”, é importante inseri-lo paralelamente à placa vertebral inferior; se estiver inclinado, o “Guia” e a prótese podem causar penetração subsequente na parte posterior da placa vertebral. Essa inserção é orientada pela visualização direta da placa vertebral inferior. Se a placa vertebral apresentar irregularidades ou deformações, ajuste-a.

● Para cada dimensão da placa vertebral e para cada tamanho de prótese, um gráfico fornecido pela LDR Médical informa a distância de ajuste dos “Cinzéis” e “Impactores”, de forma que a aresta posterior da prótese possa ser posicionada a 1 mm de distância da aresta posterior da vértebra no plano ântero-posterior.

 

Abordagem

Abordagem retro-medial e/ou subperitoneal L5 S1 nas faces esquerda e direita

Abordagem retro-lateral e/ou subperitoneal para L4 L5 ou L3 L4.

Abordagem retro e/ou subperitoneal para L4 L5 S1

Abordagem transperitoneal para L5 S1, L4 L5 ou L4 L5 S1

 

Exposição do disco

Utilize um retrator especial ou pinos de Steinman e pás flexíveis

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Fase 1

● Localize o centro da vértebra usando o “Dispositivo de centralização” implantado no disco, com a pá posicionada contra as partes inferior e superior do espaço discal.

 

 

 

● Verifique a centralização por meio de raio X.
 
 

Fase 2

● Rosqueie o “Parafuso de referência” no corpo vertebral em relação ao dispositivo de centralização usando o “Suporte do parafuso de referência”.

 

 

● Remova o “Dispositivo de centralização”.


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Fase 3

● Posicione os diferentes “Modelos de largura”, centralizados no “Parafuso de referência”, a fim de determinar a largura máxima disponível para a prótese.
 

 

 

 

 

 

Escolha o tamanho ideal da prótese dentre os tamanhos disponíveis (conra a folha de implantes)

 


Fase 4

● Disseque o GLVCA EM RETALHOS DUPLOS presos por fios para possível reconstituição.

● Separe o disco das partes inferior e superior do espaço discal usando o “elevador de Cobb”.


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Fase 5

● Inicie a ressecção do disco usando um bisturi, um cortador e o “raspador Mobidisc®”, removendo quase todo o tecido discal.
 

 
 

Fase 6

● Encaixe o “Distrator bilateral” face à vértebra usando o “Fórceps de distração”. Essa distração permite que a ressecção discal seja recuada em direção ao canal até que o GLVCP esteja visível.

● Distração paralela das placas na altura do disco.

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OBSERVAÇÃO: Durante a distração, se a flexibilidade das pinças do fórceps impedirem a abertura correta do diedro posterior, um calibrador pode ser inserido entre as pinças sobrejacente e subjacente em um dos lados do distrator bilateral. O diedro posterior pode, assim, ser aberto por meio de impactações sucessivas, e a distração paralela das placas paralelas será obtida.

 
 

Fase 7

● A liberação pode ser feita lateralmente, mantendo a distração com o uso do “Distrator unilateral” à direita e, em seguida, à esquerda, a fim de liberar o local da dissecção e obter uma boa visualização lateral.

● No entanto, caso não haja osteófitos laterais, não é necessário remover todo o tecido discal. A preservação das paredes laterais pode ser uma boa forma de evitar o risco de ossificação periprotética.

● O diedro posterior pode ser amplamente exposto até que o GLVCP esteja visível. Se a aresta posterior da placa vertebral estiver excessivamente projetada (anatomicamente ou devido a um osteófito), deve ser excisada.

 

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Fase 8

● Meça a dimensão ânteroposterior da placa inferior posicionando o gancho do “Medidor de profundidade” no canal atrás da aresta posterior do disco.

● Primeiro, limpe completamente a aresta anterior da placa vertebral (remova os osteófitos e tecidos fibrosos) de forma a não falsear a medição.

 

Determine o ajuste do “Cortador de quilha” e do “Impactor” seguindo as instruções fornecidas no gráfico “Ajuste do instrumento”

 

 
 

Fase 9

● Posicione os diferentes “Calibradores” no centro da montagem, nivelados ao canal medular.

 

Determine a altura total adequada da prótese de acordo com a estabilidade obtida.

Determine a altura do inserto móvel correspondente usando o gráfico “Opções de inserto móvel”, de acordo com o tipo de placa inferior escolhido (0°, 5° ou 10°).

 

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Fase 10

O tamanho das placas e a altura do inserto móvel já são conhecidos.

● Usando o “Suporte do guia”, posicione o “Guia” correspondente à altura total da prótese escolhida (utilizando o “Parafuso de referência” como orientação) em torno do “Calibrador”, face ao corpo vertebral.

● Remova o “Calibrador”.

● É essencial verificar a posição do “Guia” (centralização) por meio de um raio X com intensificador de imagem.

Importante: Certifique-se de permanecer no plano do disco paralelo à placa vertebral subjacente, de forma que o “Guia” esteja sempre perfeitamente centralizado nos planos transversal e sagital.

Se a operação estiver sendo realizada corretamente, o “Guia” estará perfeitamente centralizado nos planos sagital e transversal.

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Fase 11

● Selecione e ajuste o “Cortador de quilha” correspondente ao tamanho e altura total da prótese escolhida (consulte o gráfico “Ajuste do instrumento”).

Observação: O ajuste recomendado permite que a aresta da prótese seja posicionada a 1 mm de distância da aresta posterior da placa vertebral.

● Posicione o “Cortador de quilha” nas ranhuras de orientação do “Guia”.

● Seccione as ranhuras nas placas vertebrais por impactação até que o “Cortador de quilha” tenha entrado em contato com o “Guia”, formando assim os sulcos para inserção das barbatanas de ancoragem.

● Remova o “Cortador de quilha”.

 

 

Fase 12

Montagem da prótese:
 

 
● Encaixe a quilha ajustável usando o “Impactor de quilha”.
● Introduza e prenda o inserto móvel na placa inferior.

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Fase 13
 


● Insira a prótese no "Guia" usando o "Suporte para prótese".
 
 

Fase 14

● Selecione e ajuste o "Impactor" correspondente ao tamanho e altura total da prótese escolhida (consulte o gráfico “Ajuste do instrumento”).

Observação: O ajuste recomendado permite que a aresta da prótese seja posicionada a 1 mm de distância da aresta posterior da placa vertebral.

● Utilize o “Impactor” até que ele entre em contato com o “Guia”, depois posicione a prótese corretamente.

● Remova o “Impactor”, o “Guia” e o “Parafuso de referência”.

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Fase 15

 A prótese está introduzida.


 

O GLVCA pode ser suturado na porção frontal da prótese a fim de induzir uma cicatrização fibrosa anterior mais rápida.


 
 


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